



Pouca coisa gera tanto ruído de caixa quanto frete no marketplace mal calculado. É onde boa parte da margem evapora sem o seller perceber, mascarada em taxas, embalagens, reentregas e políticas pouco claras.
Para complicar, cada plataforma trata frete de um jeito: tabelas próprias, contratos com transportadoras, subsídios parciais, regras de reputação e programas como Fulfillment e FBA. Isso impacta visibilidade, Buy Box, SLA e, no fim, quanto sobra em cada pedido.
Este artigo organiza esse caos em um guia prático. A ideia é que você consiga olhar para o seu modelo de frete no marketplace, entender os trade-offs e decidir com segurança onde pagar, onde repassar e onde simplesmente não vale jogar o jogo. Vamos lá?
Na prática, frete no marketplace é um arranjo entre três atores: marketplace, seller e transportador. O cliente enxerga só o valor final e o prazo estimado, mas por trás disso há contratos de marketplace + logística, regras de peso e dimensões, tabelas de zonas e subsídios condicionados à reputação do vendedor.
Os grandes players operam com contratos logísticos próprios, integrados à plataforma. Você cadastra peso, dimensões e origem, e o sistema calcula automaticamente o frete por CEP, muitas vezes aplicando descontos conforme sua reputação e o preço do produto.
No Mercado Livre, por exemplo, o custo de frete é recalculado com base nas dimensões reais após o despacho, se o pacote for maior do que o declarado, o custo futuro sobe. Na Amazon, a base vem de tabelas reguladas por ANTT, considerando distância, volume, taxas e tipo de transporte.
É importante entender que frete não é só custo operacional; é alavanca competitiva. Um seller que consegue operar com frete mais eficiente tem margem para oferecer frete grátis marketplace, reduzir preço final ou encurtar o prazo sem destruir a lucratividade. O algoritmo percebe isso: anúncios com frete competitivo e SLA cumprido tendem a ganhar relevância, melhorar posicionamento e aumentar conversão.
A pergunta “quem paga o frete no marketplace?” parece simples, mas a resposta é sempre: depende. Depende do modelo logístico, da campanha, da reputação do seller e, em vários casos, da agressividade comercial do marketplace em determinada categoria ou região.
Os cenários principais são quatro: frete pago pelo cliente, frete subsidiado pelo marketplace, frete pago integralmente pelo seller e modelos híbridos, em que marketplace cobre uma parte e seller absorve o restante. Mesmo quando o cliente “paga o frete”, isso não significa que o seller está ileso: tabelas de custo, embalagens maiores, redespacho, reentrega e taxas de armazenamento comem margem rapidamente.
É por isso que a pergunta “quem paga o frete no marketplace?” deve ser tratada menos como curiosidade e mais como decisão de P&L. Em estratégias de frete grátis no marketplace, por exemplo, muitos sellers embutem parte do custo no preço do produto, outros trabalham com subsídio parcial em campanhas e alguns simplesmente sacrificam margem em troca de giro ou posicionamento. O erro é não saber o quanto está sendo sacrificado.
Em marketplaces com reputação gamificada, como o Mercado Livre, o custo de frete grátis muda conforme a “cor” da reputação e o valor do pedido. Mercado Líderes, reputação verde ou vendedores sem reputação tendem a ter desconto maior no custo do envio. Para saber os custos de frete no Meli, acesse o site oficial do marketplace.

Quando falamos em marketplace e logística, falamos de combinação de modelo de envio, contrato de transporte e nível de controle sobre a operação. Não existe “melhor” modelo absoluto, e sim o mais adequado para o seu mix de produtos, ticket, volume e maturidade operacional.
Na camada de produto, a logística do marketplace precisa lidar com limite de peso e dimensões. Passou da faixa máxima, você é forçado a ir para frete próprio, transportadora dedicada ou intermediar o envio via plataformas de cotação. Na camada de operação, entra o quanto você está disposto a centralizar no marketplace ou manter sob controle interno.
A seguir, os principais modelos que aparecem na maioria dos marketplaces, e como cada um impacta custo de frete no marketplace e risco de prejuízo.
Na logística própria, o seller assume 100% da cadeia de entrega: contratação de transportadoras, negociação de tabelas, emissão de etiquetas, postagem, rastreio e logística reversa. O marketplace, no máximo, exibe prazo e custo que você configurou e acompanha alguns indicadores.
A vantagem é o controle fino: você escolhe transportadoras, utiliza plataformas de cotação para buscar melhores tarifas, ajusta prazos e pode customizar a operação por região, categoria e tipo de produto. Para quem domina logística, isso permite construir um frete mais ajustado ao próprio negócio do que o pacote padrão de logística do marketplace.
A desvantagem é clara: custo operacional mais alto e risco de execução. Sem volume, é difícil negociar tarifas agressivas. A responsabilidade por atrasos, extravios e falhas de rastreio recai totalmente sobre a loja. Em marketplaces onde o algoritmo penaliza atraso com perda de relevância, isso pode custar caro em visibilidade, e aí o “poupar” Frete Full vira prejuízo em escala.
No modelo de coleta, o marketplace retira os pacotes na sua operação em janelas determinadas. A plataforma concentra volume, negocia direto com as transportadoras e repassa uma tabela normalmente mais competitiva do que o seller conseguiria sozinho.
O benefício é o ganho de escala com pouco esforço. Você não precisa levar pacote em ponto de postagem, nem contratar transportadoras com mínimo de envios. Para quem tem fluxo constante de pedidos, a coleta reduz fricção e tempo de operação interna, além de facilitar o rastreio centralizado.
Por outro lado, você fica preso ao SLA de coleta. Se o motorista atrasa, o pedido atrasa. Se o marketplace reorganiza rotas, você se adapta. Em períodos de pico, janelas de coleta podem estourar e isso respinga na sua reputação, mesmo você tendo preparado tudo no prazo.
No modelo drop-off, o seller prepara o pedido e leva os pacotes em pontos credenciados (agências, lockers, lojas parceiras). O cálculo do frete no marketplace segue tabelas da plataforma, mas a responsabilidade de chegar ao ponto no prazo é sua.
Esse modelo é interessante para quem ainda não tem volume para justificar coleta diária ou está em regiões com logística mais capilarizada por drop-off. Você ganha acesso a fretes competitivos sem precisar negociar contrato e mantém flexibilidade para ajustar sua rotina de postagem.
O trade-off está na operação: se o seu time atrasa a ida ao ponto de postagem, o SLA estoura. Se você não tiver controle de cut-off interno, acaba prometendo prazo que não consegue cumprir. É aqui que muitos sellers começam a sentir o impacto da falta de processo: estoque desorganizado + emissão manual de etiquetas + ida ao ponto em cima da hora = receita certa para reclamação e penalização.
Fulfillment é quando o estoque vai para o centro de distribuição do marketplace e toda a logística de entrega passa a ser responsabilidade da plataforma. No Mercado Livre Full, por exemplo, o custo de frete considera o produto já embalado. O sistema escolhe o envelope ou caixa padrão, e a dimensão da embalagem afeta diretamente o custo.
O benefício imediato é frete mais barato para o cliente final e prazo mais curto. A combinação de estoque avançado + roteirização otimizada permite entregar mais rápido com menor custo unitário. Para o seller, isso normalmente se traduz em melhor posicionamento, maior conversão e menos dor de cabeça com operação logística e pós-venda.
O lado sensível é o custo total: armazenagem, serviços adicionais, frete de envio para o CD, eventual taxa de remoção de estoque parado. Além disso, nem todo tipo de produto faz sentido em Fulfillment – itens muito volumosos, de baixo giro ou com alta sazonalidade podem ficar caros de manter. Aqui entra análise fria de margem: colocar ou não determinado SKU no Full depende de projeção realista de giro e ticket.
O FBA Onsite é um modelo híbrido: o estoque permanece no seu espaço, mas toda a orquestração logística é feita no modelo Amazon, com foco em entrega Prime e experiência do cliente. Em outros formatos de FBA, você envia para o centro de distribuição da Amazon e a operação passa a ser integralmente gerida pela plataforma.
O atrativo é forte: visibilidade, elegibilidade Prime e facilidade para oferecer frete grátis com apoio de uma estrutura logística madura. Em troca, você aceita as regras da casa, como taxas específicas, padrões rígidos de embalagem, rotulagem e SLA interno para preparar o pedido.
Para muitos sellers, especialmente quem trabalha com ticket médio mais alto, produtos leves e boa margem, usar FBA ou FBA Onsite é a forma mais inteligente de transformar frete no marketplace em diferencial competitivo, não em dor de cabeça constante.
Ainda existem outros modelos logísticos, cada marketplace tem suas especificidades. Por isso, é sempre importante verificar as possibilidades do marketplace no qual você está anunciando.
A pergunta prática é: como calcular frete marketplace de forma que o número não seja um chute “de feeling”, e sim um componente modelado da sua precificação? Aqui, não existe fórmula mágica, mas sim variáveis que você precisa dominar.
Comece separando peso real x peso cúbico. Transportadoras e marketplaces consideram o maior entre os dois. Não adianta ter produto leve em caixa gigantesca: você paga por volume ocupado no veículo. A forma como você embala impacta diretamente o custo de frete no marketplace, especialmente em programas como Full, em que o custo é recalculado após medir e pesar o pacote real.
Depois, mapeie taxas logísticas associadas ao seu modelo: armazenagem, pedágio, taxa de reentrega, taxa de devolução, seguro (Ad Valorem), restrição de área, taxa mínima e logística reversa. Em muitos casos, a diferença entre uma operação saudável e um rombo está em entender o quanto essas taxas representam por pedido.
Por fim, leve em conta distância, categoria, preço e política de cada plataforma. A forma de como calcular frete marketplace na Amazon não é igual ao Mercado Livre, que não é igual à Magalu ou Shopee. Alguns permitem configurar frete por faixa de preço, outros por região, outros exigem modelo único para o país inteiro. O cálculo básico, porém, sempre deve bater na mesma linha:
Margem final = Preço de venda – custo do produto – custo logístico (frete + embalagem + taxas) – comissão – outras tarifas.
Se essa conta for feita produto a produto, você para de discutir “quem paga o frete no marketplace?” na intuição e passa a decidir estrategicamente quais SKUs entram com frete subsídio, quais vão com frete grátis no marketplace e quais simplesmente não fazem sentido nesses canais.
Leia também: “Como calcular a margem de lucro em marketplaces?”

O frete grátis no marketplace é um dos gatilhos mais poderosos de conversão – e uma das formas mais rápidas de destruir margem quando usado sem critério. A pergunta não é se ele funciona (afinal, funciona), mas em quais cenários faz sentido financeiro.
Ele tende a ser positivo quando você trabalha com ticket alto, produtos leves e boa margem, ou quando o marketplace subsidia parte relevante do custo. Em campanhas específicas, como datas sazonais, o frete grátis também pode ser uma boa alavanca para destravar estoque, ganhar relevância em categorias estratégicas ou acelerar a entrada de uma nova marca.
Por outro lado, em produtos volumosos, pesados ou com margem apertada, insistir em frete grátis pode ser suicídio financeiro. Em muitos casos, o frete custa mais que o próprio produto. Alguns sellers tentam compensar aumentando o preço, mas perdem competitividade e relevância. Outros bancam o frete e “confiam no volume”, sem perceber que estão escalando prejuízo.
A solução está no desenho de políticas inteligentes: frete grátis por região (onde o custo é menor), por faixa de preço (acima de determinado ticket), por categoria (para girar linha específica) ou em janelas estratégicas.
Fazer cálculo de frete no marketplace “no olho” é receita certa para erro. Plataformas de cotação, ERPs integrados e hubs especialistas permitem simular custo por CEP, peso, volume e modal. Isso reduz o risco de prometer prazo impossível ou absorver um custo que não foi previsto.
Ferramentas também ajudam a comparar a logística de marketplace padrão com alternativas externas (transportadoras, intermediadores de frete), permitindo decisões com base em dado, não em palpite. Sellers maduros não configuram frete uma vez e esquecem: revisam cenários periodicamente.
Preço não pode ser definido ignorando frete. Se o custo logístico sobe – porque o marketplace reclassificou suas dimensões, mudou tabela de frete grátis ou porque você alterou embalagem – isso precisa voltar para a planilha de precificação.
A boa prática é ter regra clara de como calcular frete marketplace dentro da sua política de preços. Produto que exige frete caro pode ter preço diferente em marketplace e e-commerce próprio. Em alguns casos, a conclusão correta é: esse SKU não é rentável em marketplace, ponto.
Fulfillment existe porque resolve uma dor real: a dificuldade de operar frete competitivo em escala. Sempre que o modelo encaixar com seu mix, usar esses programas tende a reduzir custo, aumentar conversão e diminuir retrabalho operacional.
Mas a decisão precisa considerar custo total: armazenagem, remanejamento de estoque, logística reversa, taxa de retirada e impacto de produtos parados. A Marca Seleta, por exemplo, ajuda a desenhar esse racional, definindo quais itens vão para Fulfillment, quais ficam em estoque próprio e como isso conversa com o plano de expansão de canais.
Boa parte do “prejuízo de frete” não está na tabela, mas no erro de execução: atraso na postagem, etiqueta errada, embalagem inadequada que gera avaria, falha de rastreio, devolução por ausência do destinatário. Cada erro desses gera custo extra e, pior, penaliza reputação.
Organizar operação – estoque, picking, conferência, emissão de etiqueta, expedição e follow-up – é tão importante quanto negociar frete.
Frete é um dos pilares de competitividade de anúncio em qualquer marketplace. Envios rápidos reduzem reclamações, melhoram NPS, derrubam taxa de cancelamento e, por consequência, aumentam relevância algorítmica. Anúncios de sellers com boa reputação logística tendem a receber mais exposição.
Ao mesmo tempo, frete competitivo aumenta taxa de conversão. O cliente compara produto, preço e frete na mesma tela. Dois anúncios com o mesmo preço, mas frete e prazo diferentes, dificilmente terão desempenho igual. A combinação preço + frete + prazo é o que define se você ganha a venda, a Buy Box e o retorno da campanha que está rodando.
Por fim, uma logística consistente – com processos bem desenhados, SLA enxergado como compromisso, controle de envios e logística reversa amarrada – constrói reputação. E reputação volta em forma de desconto em frete, prioridade em programas especiais e maior tolerância da plataforma em casos pontuais de erro.
É justamente nesse ponto que a Marca Seleta entra: estruturando a operação de ponta a ponta, organizando catálogo, definindo modais de logística, calibrando uso de Fulfillment, simulando cenários de frete grátis e protegendo sua margem. Em vez de você brigar sozinho com tabelas, regras e exceções, tem um time que vive esse universo diariamente, tomando decisão com base em dados e experiência real de campo.
No fim do dia, dominar frete no marketplace significa dominar sua margem, sua relevância e a capacidade de escalar com segurança. Quem trata frete como detalhe operacional paga a conta em forma de prejuízo recorrente, reputação fragilizada e crescimento travado. Se você quer operar marketplaces com custos logísticos sob controle, estratégia clara e anúncios competitivos, fale com a Marca Seleta e veja como sua marca pode crescer com inteligência e eficiência.